A CarbonAir Energy, deeptech carioca incubada na COPPE/UFRJ, apresentou em agosto um protótipo pioneiro de captura direta de CO₂ da atmosfera (DAC), desenvolvido integralmente no Brasil. O equipamento já é capaz de remover até 1 tonelada de CO₂ por ano, contribuindo de forma inovadora para a redução das emissões e para o combate ao efeito estufa.
O grande diferencial da tecnologia é a utilização de resíduos orgânicos da indústria pesqueira, como cascas de camarão, que passam por processos químicos avançados até se transformarem em um material adsorvente altamente eficiente. Esse filtro captura 100% do CO₂ do ar, devolvendo ar limpo para a atmosfera.
Além da remoção, o carbono capturado é valorizado e reaproveitado: pode ser transformado em carbonato de cálcio — insumo utilizado na agricultura e em diversas indústrias —, além de abrir caminho para a produção de combustíveis de baixo carbono, como hidrocarbonetos aplicáveis na aviação.
Com esse avanço, o Brasil passa a integrar o restrito grupo de países que dominam tecnologias de captura direta do ar, reforçando a importância da inovação nacional e da economia circular para enfrentar a crise climática global.








